quinta-feira, 11 de abril de 2013 0 comentários

Une, due, trois...

- Sabe quem sou?
- Não.
- Sabe o que sou?
- Talvez...sei que és algo ruim...és a morte?
- Como podes saber? És apenas uma criança, quantas vezes já viste a morte tão de perto?
- Une...due...trois...
- E escapou em todas elas? Isso é admirável!
- Não escapei. Morri em todas as vezes, mas sempre volto.
- Que menina formidável ! Lembre-me de recompensá-la por isso.
- Isso o quê?
- Enganar-me tantas vezes.
- Não enganei a ti! Enganei a morte e tu não és ela.
- Então quem sou?
- Não sei quem, mas sei o quê és.
- O que sou?
- Algo pior que a morte.
- O que sou? Diga!
- Tu és...
- Eu sou...?
- Um Pesadelo, o pior de todos.
- SEU pior pesadelo, o melhor de todos.
0 comentários

Essa febre

  Às vezes quando me distraio, acabo pensando em você, em mim, em nós. É algo que não posso controlar e isso é culpa do meu DNA, que faz de mim essa tola romântica. Mas você é tão culpado quanto eu, afinal foi em ti que minha sanidade se perdeu.
  Sinto muito se te fazer fiz chorar, eu juro que não foi minha intenção; foi loucura te pedir que me seguisse quando na verdade estava bailando em direção ao abismo, sinto muito por ter te convencido a se atirar e no final não te seguir. Mas você sabia que iria acontecer, você conhece minha natureza.. É culpado por suas próprias lágrimas.
  Há outra coisa que é que é culpa sua também: minha avassaladora e louca febre.
  Isso mesmo! É culpa sua. Já passei dos 50° há tanto tempo que me consideraria curada se voltasse aos 39°.
  Ah!, essa febre que não passa!
 
;